Sorri de canto, meio sem jeito. Respondi.
— Você adora, eu sei.
— Vai ser como da última vez? — ela pergunta.
— As coisas mudam, um babaca as vezes deixa de ser um babaca. — deslizo os dedos sobre o seu rosto e ela me beija.
— Eu te odeio. — ela sussurra no pé do meu ouvido.
— Você me excita. — falo pausadamente ao toque.
Ela suspira e levanta o pescoço ao encontro com minha boca.
— Você não presta.
— Nunca disse que prestava. — sorrio leve e acaricio seu rosto
— Eu te odeio.
você age como se eu fosse tão pouco
Como se valesse tão pouco.
como se importasse tão pouco
como se gostasse tão pouco
como se quisesse tão pouco
como se fôssemos tão pouco
como se tudo fosse tão pouco
Como se a vida fosse tão pouco.
Como se o amor fosse tão pouco
Como se o que sinto fosse tão pouco.
Como se o que nós tivemos fosse tão pouco.
Como se eu fosse tão pouco.
Como se tu fosse tão pouco.
Como se meu carinho fosse tão pouco
Como se a gente fosse tão pouco
eu não aguento mais esse teu chove-não-molha, não fode mas não sai de cima. me fode cara, me deixa molhadinha, me tira do eixo, do chão, me faz perder os sentidos. me pega de quatro, de lado, de costas, de frente. me faz sentir, gozar, gemer. me faz tua mulher. me ama. no quarto, na sala, na cozinha, no banheiro. me pega de jeito. do jeito que só você sabe. do jeito que só você sabe fazer. me domina por inteiro. só não fica assim como você está. eu quero foder, foder até amanhecer, eu só quero foder com você. só com você.
— Olha, meia noite, faz um pedido!
— Que eu sobreviva até 00:01.
00:01
— Veja só, e não é que funciona mesmo?
— De morrer. De perder meus pais. De ficar aqui pro resto da vida. De nunca saber o que deveria fazer. De ser comum. De perder todos que amo.


